lição de vida, Mensagem, Motivacional

Tempo certo

Obama se aposentou aos 55 anos,
E Trump começou aos 70.
Nova York está 3 horas à frente de Los Angeles,
Mas isso não torna Los Angeles mais lenta.
Alguém se formou aos 22 anos,
Mas esperou 5 anos antes de conseguir um bom trabalho.
Alguém se tornou CEO aos 25,
E morreu aos 50 anos.
Enquanto outro se tornou CEO com 50,
E viveu 90 anos. Alguém ainda está solteiro,
Enquanto outra pessoa se casou.
Todos neste mundo trabalham com base no seu fuso horário.
As pessoas ao seu redor podem parecer estar à sua frente,
Alguns podem parecer estar atrás de você.
Mas todos estão executando sua própria corrida, em seu próprio tempo.
Não os invejem e não os zombe.
Eles estão no seu fuso horário, e você está no seu.
A vida se resume em esperar o momento Certo para agir.
Então relaxe….
Você não está adiantado.
Você não está atrasado.
VOCÊ ESTA NO TEMPO CERTO.

 

“Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.
Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou”
Eclesiastes 3:1,2

Mensagem

Erótica é a alma

“Erótica é a alma”. Além de poética, a frase é redentora, pois alivia o peso da sensualidade a qualquer custo, a busca desenfreada pela juventude perdida, a corrida pelos últimos lançamentos da indústria cosmética.

E nos autoriza a cuidar mais da alma, a viajar pro interior, a descobrir o que nos completa. Pois se os olhos são as janelas da alma, de que adianta levantar pálpebras se descortinam um olhar de súplica?

Erótica é a alma que se diverte, que se perdoa, que ri de si mesma e faz as pazes com sua história. Que usa a espontaneidade pra ser sensual, que se despe de preconceitos, intolerâncias, desafetos. Erótica é a alma que aceita a passagem do tempo com leveza e conserva o bom humor apesar dos vincos em torno dos olhos e o código de barras acima dos lábios; erótica é a alma que não esconde seus defeitos, que não se culpa pela passagem do tempo. Erótica é a alma que aceita suas dores, atravessa seu deserto e ama sem pudores.

Porque não adianta sex shop sem sex appeal; bisturi por fora sem plástica por dentro; lifting, botox, laser e preenchimento facial sem cuidado com aquilo que pensa, processa e fala; retoque de raiz sem reforma de pensamento; striptease sem ousadia ou espontaneidade.

Querendo ou não, iremos todos envelhecer_faz parte da vida. As pernas irão pesar, a coluna doer, o colesterol aumentar. A imagem no espelho irá se alterar gradativamente e perderemos estatura, lábios e cabelos. A boa notícia é que a alma pode permanecer com o humor dos dez, o viço dos vinte e o erotismo dos trinta anos_ se você permitir.

O segredo não é reformar por fora. É, acima de tudo, renovar a mobília interior_ tirar o pó, dar brilho, trocar o estofado, abrir as janelas, arejar o ambiente. Porque o tempo, invariavelmente, irá corroer o exterior. E quando ocorrer, o alicerce precisa estar forte pra suportar.

Não tem problema cuidar do corpo. É primordial ter saúde e faz bem dar um agrado à auto estima. O perigo é ficar refém do espelho, obcecado pelo bisturi, viciado em reduzir, esticar, acrescentar, modelar_ até plástica íntima andam fazendo!
Aprenda: Bisturi algum vai dar conta do buraco de uma alma negligenciada anos a fio.

Vivemos a era das emergências. De repente tudo tem conserto, tudo se resolve num piscar de olhos, há varinha de condão e tarja preta pra sanar dores do corpo, alma e coração. Como canta Nando Reis, “O mundo está ao contrário e ninguém reparou…”

Desaprendemos a valorizar aquilo que é importante, o que é eterno, o que tem vocação de eternidade.
E de tanto lustrar a carapaça, vivemos a “Síndrome da Maça do Amor”: Brilhantes por fora e podres por dentro.
O tempo tornou-se escasso, acreditamos que “perdemos tempo” quando lemos um livro inteiro, quando passamos horas com nossos filhos, quando oramos ou viajamos com a família. E nos iludimos achando que poderemos “segurar o tempo” cuidando da flacidez, esticando a pele, preenchendo espaços.

Cuide do interior. Erotize a alma. Enriqueça seu tempo com uma nova receita culinária, boas conversas, um curso de canto ou dança. Leia, medite, cultive um jardim. Sinta o sol no rosto e por um instante não se preocupe com o envelhecimento cutâneo. Alongue-se, experimente o prazer que seu corpo ainda pode lhe proporcionar. Não se ressinta das novas dores, da pouca agilidade, dos novos vincos. Descubra enfim que a alegria rejuvenesce mais que o botox.
E não se esqueça: em vez de se concentrar no lustre da maçã, trate de aproveitar o sabor que ela ainda é capaz de proporcionar…

Nota: Este texto tem sido atribuído erroneamente à Adélia Prado. Porém, está registrado na Biblioteca Nacional como obra de Fabíola Simões e é parte integrante do livro “A Soma de todos os Afetos”, de Fabíola Simões

O LENHADOR SEM TEMPO

lenhador

Um caçador saiu para o seu dia de lazer e, ao entrar na floresta,
encontrou um forte lenhador que tentava derrubar uma árvore.
Ele passou o dia todo caçando e, ao retornar para o seu hotel,
passou novamente pelo lenhador, que ainda continuava tentando derrubar a mesma árvore.
O caçador percebeu que o machado utilizado pelo lenhador não estava afiado.
Disse, então, ao lenhador:
– Por que você não afia esse machado?
O lenhador lhe respondeu:
– Não posso. Eu não tenho tempo.

Fico a imaginar o numero de pessoas que estão lutando com o mesmo problema a tempo, tentando derrubar-lo,
mas sem tempo para Deus mantém uma fé cega. E você tem afiado sua fé?

Vivas na Fé.

Tempo

ONDE FOI PARAR O TEMPO?

 

tempo (1)

Quando eu era guri, havia mais terrenos baldios, e menos canais de televisão.
Mais cachorros vadios e menos carros na rua.

Havia até carroças na rua, em plena São Paulo. E carroceiros fazendo o pregão dos legumes. Havia mascates batendo de porta em porta – convenientes ou não.

E mendigos pedindo pão velho. Por que os mendigos não pedem mais pão velho?

O Velho do Saco assustava as crianças. O saco era de estopa, claro. Não havia uma enorme profusão de sacos plásticos – levávamos sacolas de palha para o supermercado.

E cascos vazios para trocar por garrafas cheias – não haviam garrafas descartáveis.
Refrigerante era caro. Só tomávamos no fim de semana, domingo, com a macarronada da vó, ou com sorte, sábado, quando pedíamos uma pizza. Pedíamos de vez em quanto, claro, pois haviam poucas pizzarias e era um evento social jantar nelas.

Leite vinha num saco. Ou então o leiteiro entregava em casa, em garrafas de vidro.

Cozinhava-se com banha de porco, depois óleo em latas de ferro. Toda dona-de-casa tinha uma lata de banha debaixo da pia.

O barbeador era de metal, e a lâmina era trocada de vez em quando. Mas só a lâmina.

As camas tinham suporte para mosquiteiro.

As casas tinham quintais. Os quintais tinham sempre uma laranjeira, ou uma pereira, ou um pessegueiro e comíamos fruta no pé. Ou lutávamos para pegar o que caia no quintal do vizinho, que tinha um muro baixo, não era todo fechado, lacrado e com arame farpado.

Minha vó tinha fogão a lenha. E compotas caseiras abarrotando a despensa. E chimia de abóbora, e uvada, e pão de casa.

O café passava pelo coador de pano. As ruas cheiravam a café. Chaleira apitava. O que há com as chaleiras de hoje que não apitam?

As lojas de discos vendiam long plays e fitas K7. Supimpa era ter um três-em-um: toca-disco, toca-fita e rádio. Dizia-se ’supimpa’, que significa ‘bacana’. Pois é, dizia-se ‘bacana’, saca? Os telefones tinham disco. Discava-se para alguém. Depois, punha-se o aparelho no gancho. Telefone tinha gancho. E fio. Celular só existia no seriado Jornada Nas Estrelas, ou no telefone sapato do Agente 86.

Se o seu filho estivesse no quarto dele e você no seu escritório, você dava um berro pra chamar o guri, em vez de mandar um e-mail ou um recado pelo MSN. Estou falando de outro milênio, é verdade. Mas o século passado foi ontem! Isso tudo acontecia há apenas 20 ou 25 anos, não mais do que o espaço de uma geração.

Agora, cremos que a vida ficou muito melhor.Tudo era mais demorado, mais difícil, mais trabalhoso.
Então por que engolimos o almoço? Então por que estamos sempre atrasados?
Então por que ninguém mais bota cadeiras na calçada?
Alguém pode me explicar onde foi parar o tempo que ganhamos?