Educação

O RELÓGIO

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O colégio onde eu estudava, costumava joga bola com os amigos mas nunca tinha sido chamado para jogar no time do colégio Quando fiz onze anos avisaram-me que, finalmente, seria chamado pra joga no time. Fiquei felicíssimo, mas esse estado de espírito durou pouco: fiquei no time mas no banco de reservas.

Minha decepção foi imensa. Voltei para casa chateado. Meu pai quis saber o que se passava e ouviu toda a minha história,  sem nada dizer ele foi buscar o seu bonito relógio de bolso e colocou-o em minhas mãos, dizendo:

– Que é que você está vendo?

– Um relógio de ouro, com mostrador e ponteiros.

Em seguida, meu pai abriu a parte traseira do relógio e repetiu a pergunta:

– E agora, o que está vendo?

– Ora, aí dentro parece haver centenas de rodinhas e parafusos.

meu pai me surpreendia, pois aquilo nada tinha a ver com o motivo do meu aborrecimento. Entretanto, calmamente ele prosseguiu:

Este relógio, tão necessário pra mim e tão bonito, seria absolutamente inútil se nele faltasse qualquer parte, mesmo a mais insignificante das rodinhas ou o menor dos parafusos.

Nós nos olhamos e, no seu olhar calmo e amoroso, eu compreendi sem que ele precisasse dizer mais nada. Essa pequena lição tem me ajudado muito a ser mais feliz na vida. Aprendi, com a máquina daquele relógio, quão essenciais são mesmo os deveres mais ingratos e difíceis, que nos cabem a todos. Não importa que sejamos o mais ínfimo parafuso ou a mais ignorada rodinha, desde que o trabalho, em conjunto, seja para o bem de todos. E percebi, também, que se o esforço tiver êxito o que menos importa são os aplausos exteriores. O que vale mesmo é a paz de espírito do dever cumprido…

Amor, ensino

O QUE É AQUILO?

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Conta-se que certa tarde estavam um pai e seu filho, já adulto, sentados em um banco embaixo de uma árvore. O filho, absorto, lia seu jornal; o pai contemplava a natureza. De repente um pequeno pássaro pousa à frente deles. O pai olha atento e pergunta:

– O que é aquilo?

Então o filho olha para o pássaro e responde:

– Um pardal.

O pai, continuando a olhar o pequeno pássaro, pergunta de novo:

– O que é aquilo?

E o filho novamente responde:

– Acabei de lhe dizer pai, é um pardal.

Então ao sacudir o jornal que estava lendo, para virar a página, o pássaro se assusta e voa para os galhos da árvore. Minutos depois o pássaro pousa no chão, e o pai questiona novamente:

– O que é aquilo?

O filho, já inquieto, responde com grosseria:

– Um pardal! UM PARDAL! Já lhe disse várias vezes, pai, é um PAR-DAL!

O pai continuando a olhar o pequeno pássaro pergunta mais uma vez: – O que é aquilo?

Então o filho perde a paciência e aos berros responde:

– Por que o senhor está fazendo isso comigo, atrapalhando minha leitura? Por quê? Já lhe disse várias vezes que é um pardal, um pardal, caramba!

Nisso o pai se levanta calmamente e o filho, entre nervoso e curioso, indaga:

– Aonde o senhor vai?

O pai pede para ele esperar e entra em sua casa. Logo depois retorna com uma velha agenda em suas mãos. Procura uma determinada página e a entrega ao filho, que começa a ler.

Nisso o pai intervém, dizendo:

– Leia em voz alta!

Então o filho começa a ler a agenda na página aberta pelo pai:

– Hoje meu filho caçula, que há poucos dias fez três anos de idade, estava comigo no parque quando um pássaro pousou à nossa frente. Meu filho me perguntou 21 vezes o que era aquilo. E eu lhe respondi 21 vezes, com todo carinho, que era um pardal. E cada vez que ele me perguntava, eu respondia com toda alegria do meu coração, e o abraçava a cada pergunta sentindo-me feliz por perceber que a curiosidade daquele inocente criança demonstrava o quanto meu filho era inteligente!

Foi nesse instante que a ficha caiu e o filho largou seu jornal e abraçou seu velho pai, chorando!

E aí, como está a sua paciência com seu pai ou com os mais velhos?

 

(Camões Filho, jornalista, cronista, pedagogo)

Exemplo, lição de vida, Sabedoria

A TARTARUGA

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Eu percebia que aquilo aborrecia muito os meus pais, porém pouco me importava com isso. Desde que obtivesse o que queria, dava-me por satisfeito. Mas, está claro, se eu importunava e agredia as pessoas, estas passaram a tratar-me de igual maneira. Cresci um pouco e de certa feita me apercebi de que a situação era desconfortante e me preocupei sem, entretanto, saber como me modificar.

O aprendizado me foi dado em um domingo em que fui, com meus pais e meus irmãos, passar o dia no campo. Corremos e brincamos muito até que, para descansar um pouco, dirigi-me para a margem do riacho que coleava entre um pequeno bosque e os campos. Ali encontrei uma coisa que parecia uma pedra capaz de andar.

Era uma tartaruga.

Examinei-a com cuidado e quando me aproximei mais, o estranho animal encolheu-se e fechou-se dentro de sua casca.

Foi o que bastou.

Imediatamente pretendi que ela devia sair e, tomando um pedaço de galho, comecei a cutucar os orifícios que haviam na carapaça.

Mas o meu esforço resultava em vão e eu estava ficando, como sempre, impaciente e irritado.

Foi quando meu pai se aproximou.

Olhou por um instante o que eu estava fazendo e, em seguida, pondo-se de cócoras junto a mim, disse calmamente:

– Meu filho, você está perdendo o seu tempo.

Não vai conseguir nada, mesmo que fique um mês cotucando a tartaruga.

Não é assim que se faz.

Venha comigo e traga o bichinho.

Acompanhei-o e ele se deteve perto na fogueira que havia aceso com gravetos do bosque. E me disse:

– Coloque a tartaruga aqui, não muito perto do fogo.

Escolha um lugar morno e agradável.

Eu obedeci.

Dentro de alguns minutos, sob a ação do leve calor, a tartaruga pôs a cabeça de fora e caminhou tranqüilamente em direção a mim.

Fiquei muito satisfeito e meu pai tornou a se dirigir a mim, observando:

– Filho, as pessoas podem ser comparadas às tartarugas.

Ao lidar com elas procure nunca empregar a força.

0 calor de um coração generoso pode, às vezes, levá-las a fazer exatamente o que queremos, sem que se aborreçam conosco e até, pelo contrário, com satisfação e espontaneidade.

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MEU PAI É O PILOTO

PHI+lightning+hits+jet

Eu observei um menino sozinho, na sala de espera do aeroporto, aguardando a chamada para o seu vôo. Quando o embarque começou, o menino foi colocado na frente da fila para entrar e encontrar o seu assento antes dos adultos.

Quando entrei no avião, vi que ele estava sentado em uma poltrona ao lado da minha. Quando eu sentei aquele garoto foi cortês comigo quando puxei conversa com ele e, em seguida, começou a passar o tempo colorindo gravuras de um livro.

Ele não demonstrava nenhuma ansiedade ou preocupação com o vôo enquanto as preparações para a decolagem estavam sendo feitas. Durante o vôo, o avião entrou numa tempestade muito forte, o que fez com que a aeronave balançasse como uma pena ao vento.

A turbulência e as sacudidelas bruscas assustaram alguns dos passageiros, mas, o menino parecia encarar tudo com a maior naturalidade. Uma das passageiras, sentada do outro lado do corredor, ficou preocupada com tudo aquilo que acontecia, naquele momento, perguntou ao garoto: – Você não está com medo?

– Não senhor, não tenho medo – ele respondeu, levantando os olhos de seu livro de colorir e, confiante, disse com um sorriso: – Meu pai é o piloto.

Quando você passar por tempestades ou situações de perigo, saiba que: “O NOSSO PAI É O PILOTO”.
E nada, nada poderá nos atingir porque quem está no controle é o nosso Pai.