Amor, Inocência, mae

Ser mãe

Deitei ao lado da minha filhinha, nariz com nariz.
Pra tentar ajudar ela a pegar no sono, eu fingi que tinha dormido.
Ela, com aquela mini mão gordinha, começou a acariciar meu rosto
bem devagar, deslizava pelas minhas bochechas, descia as mãos
delicadamente até meus lábios e aí os desenhava com seus dedinhos gordos.
Enrolava devagar uma mechinha do meu cabelo que estava na testa.
Quando eu estava ali me sentindo o ser mais amado do universo,
ela sussurra baixinho:
– Mamãe…
Abri uma brechinha dos meus olhos, sorri e disse, sussurrando também:
– Oi meu amor…
E ela com aquela voz de fada:
– Mamãe, você é muito feia…

Como diria Gonzaguinha: “Eu fico com a pureza da resposta das crianças”

PENSE UM POUCO…

Amor

A CORUJA E A ÁGUIA

Burrowing Owl

Conta uma fábula portuguesa que a coruja encontrou a águia, e disse-lhe:

— O águia, se vires uns passarinhos muito lindos em um ninho, com uns biquinhos muito bem feitos, olha lá não os coma, que são os meus filhos!

A águia prometeu-lhe que não os comeria; foi voando e encontrou numa árvore um ninho, e comeu todos filhotes. Quando a coruja chegou e viu que lhe tinham comido os filhos, foi ter com a águia, muito aflita:

— O águia, tu foste-me falsa, porque prometeste que não me comias meus filhinhos, e mataste-os todos!

Diz a águia:
— Eu encontrei uns pássaros pequenos num ninho, todos depenados, sem bico, e com os olhos tapados, e comi-os; e como tu me disseste que os teus filhos eram muito lindos e tinham os biquinhos bem feitos entendi que não eram esses.

— Pois eram esses mesmos, disse a coruja.

— Pois então queixa-te de ti, que é que me enganaste com a tua cegueira.

Essa fábula é atribuída ao surgimento da expressão “mãe coruja “pois aos olhos das mães os filhos são sempre perfeitos e lindos, o coração de uma mãe é o lugar mais seguro do mundo e se precisar até sangra por um filho.