Amor, Inocência, mae

Ser mãe

Deitei ao lado da minha filhinha, nariz com nariz.
Pra tentar ajudar ela a pegar no sono, eu fingi que tinha dormido.
Ela, com aquela mini mão gordinha, começou a acariciar meu rosto
bem devagar, deslizava pelas minhas bochechas, descia as mãos
delicadamente até meus lábios e aí os desenhava com seus dedinhos gordos.
Enrolava devagar uma mechinha do meu cabelo que estava na testa.
Quando eu estava ali me sentindo o ser mais amado do universo,
ela sussurra baixinho:
– Mamãe…
Abri uma brechinha dos meus olhos, sorri e disse, sussurrando também:
– Oi meu amor…
E ela com aquela voz de fada:
– Mamãe, você é muito feia…

Como diria Gonzaguinha: “Eu fico com a pureza da resposta das crianças”

PENSE UM POUCO…