Cultura, ensino, Literatura

Significado de GRATIDÃO

“Se me derem mais dois minutos, explico-vos o que eu quero dizer com a palavra agradeço. Há uns meses atrás estava eu em Brasília a preparar a aula magna da Universidade de Brasília e vinha-me à cabeça que queria agradecer aos colegas brasileiros tudo o que me têm dado, e tem sido muito.

E vinha-me à cabeça o Tratado sobre Gratidão de São Tomás de Aquino. Todos aqui saberão que o Tratado da Gratidão de São Tomás de Aquino tem três níveis de gratidão: um nível superficial, um nível intermédio e um nível mais profundo.

O nível superficial é o nível do reconhecimento intelectual, do nível cerebral, do nível cognitivo do reconhecimento.
O segundo nível é o nível do agradecimento, do dar graças a alguém por aquilo que esse alguém fez por nós.
E o terceiro nível mais profundo do agradecimento é o nível do vínculo, é o nível do sentirmos vinculados e comprometidos com essas pessoas.

E de repente descobri uma coisa na qual eu nunca tinha pensado, que em inglês ou em alemão se agradece no nível mais superficial da gratidão. Quando se diz “thank you” ou quando se diz “zu danken” estamos a agradecer no plano intelectual.
[faltou explicar o porquê: a relação entre thank e think, na lígua inglesa to thank(agradecer e to think (pensar) são a mesma palavra, assim também em alemão zu danken (agradecer) é  originalmente zu denken (pensar)].

Que na maior parte das outras línguas europeias, quando se agradece, agradece-se no nível intermediário da gratidão.
Quando se diz “merci” em francês, quer dizer dar uma mercê, dar uma graça. Eu dou-lhe uma mercê, estou-lhe grato, dou-lhe uma mercê por aquilo que me trouxe, por aquilo que me deu.
Ou “gracias” em espanhol, ou “grazie” em italiano. Dou-lhe uma graça por aquilo que me deu e é nesse sentido que eu lhe agradeço, é nesse sentido que eu lhe estou grato.

E que só em português, que eu conheço, que eu saiba, é que se agradece com o terceiro nível, o terceiro nível, o nível mais profundo do tratado da gratidão. Nós dizemos “obrigado”.
E obrigado quer dizer isso mesmo. Fico-vos obrigado. Fico obrigado perante vós.
Fico vinculado perante vós. Fico-vos comprometido a um diálogo, agradecendo-vos o vosso convite, agradecendo-vos a vossa atenção.
Fico obrigado, vinculado, a continuar este diálogo e a poder contribuir, na medida das minhas possibilidades, para os vossos projetos, para os vossos trabalhos, para as vossas reflexões, para o vosso diálogo.É esse diálogo que quero e é nesse preciso sentido que eu vos digo:
MUITO OBRIGADO”.

AUTOR:
António Manuel Seixas Sampaio da Nóvoa  GCIP • ComRB (Valença12 de dezembro de 1954)[2] é um professor universitário português, doutor em Ciências da Educação (Universidade de Genebra) e História Moderna e Contemporânea (Paris-Sorbonne). Atualmente, é professor catedrático do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa e reitor honorário da mesma universidade.

Amor, Deus, felicidade

O que você tem derramado?

“Você está segurando uma xícara de café quando alguém chega e encosta ou balança seu braço, fazendo com que derrame o café por todo lado.
Por que você derramou o café?
“Bem, porque alguém encostou em mim, é claro!” Resposta errada.
Você derramou o café porque o café estava na xícara. Se dentro houvesse chá, você teria derramado chá. O que quer que esteja dentro da xícara é o que será derramado.
Portanto, quando a vida chega e balança você (algo que com certeza irá acontecer), seja o que for que esteja dentro de você irá sair. É fácil fingir até que você seja chacoalhado.
Então temos de perguntar a nós mesmos… o que há dentro da minha xícara? Quando a vida fica difícil, o que derrama? Alegria, gratidão, fé, paz e humildade? Ou fúria, medo, dúvida, amargura, palavras e ações duras? Você escolhe!
Hoje vamos nos esforçar para encher nossas xícaras com gratidão, perdão, alegria, palavras de Deus para nós e aos outros, bondade, gentileza e amor.”

Amor, Gratidão, lição de vida

TAXI

{BBFDD3B8-CEB7-4BCE-84A9-9D32718251BD}_CARTAO TAXI
Há vinte anos, eu ganhava a vida como motorista de táxi. 
Era uma vida ótima, própria para alguém que não desejava ter patrão. O que eu não percebi, é que aquela vida era também um ministério.
Em face de eu dirigir no turno da noite, meu táxi tornou-se, muitas vezes, um confessionário.Os passageiros embarcavam e sentavam atrás, totalmente anônimos, e contavam episódios de suas vidas: suas alegrias e suas tristezas.
Encontrei pessoas cujas vidas surpreenderam-me, enobreceram-me, fizeram-me
rir e chorar.
Mas nenhuma me tocou mais do que a de uma velhinha que eu peguei tarde da noite: era Agosto.
Eu havia recebido uma chamada de um pequeno prédio de tijolos, de quatro andares, em uma rua tranqüila de um subúrbio da cidade.
Eu imaginara  que iria pegar pessoas num fim de festa, ou alguém que  brigara com o amante, ou talvez um trabalhado indo para um turno da  madrugada.
Eu cheguei às 02:30 da madrugada, o prédio estava escuro, com exceção de uma única lâmpada acesa numa janela do térreo.
Nessas circunstâncias, muitos motoristas teriam buzinado duas ou três vezes, esperariam um minuto, então iriam embora. Mas eu tinha visto inúmeras pessoas pobres que dependiam de táxis, como o único meio de transporte a tal hora. A não ser que a situação fosse claramente perigosa, eu sempre ia até a porta. “Este passageiro pode ser alguém que necessita de ajuda” – eu pensei.
Assim fui até a porta e bati. “Um minuto!” – respondeu uma voz débil e idosa.
Eu ouvi alguma coisa ser arrastada pelo chão. Depois de uma pausa longa, a porta abriu-se. Uma octogenária pequenina apareceu.
Usava um vestido estampado e um chapéu bizarro que mais parecia uma
caixa com véu, daqueles usados pelas senhoras idosas nos filmes da década
de 40.
Ao seu lado havia uma pequena valise de nylon. O apartamento parecia estar desabitado há muito tempo. Toda a mobília estava coberta por lençóis.
Não havia relógios, roupas ou utensílios sobre os móveis.
Num canto jazia uma caixa com fotografias e vidros. “O Sr. poderia colocar a minha mala no carro?” – ela pediu. Eu peguei a mala e caminhei vagarosamente para o meio-fio, e ela ficou
agradecendo minha ajuda. 
“Não é nada. Eu apenas procuro tratar meus passageiros da melhor forma possível.” – disse. 

“Oh!, você é um bom rapaz!” – disse ela, sorrindo. Quando embarcamos, ela deu-me o endereço e pediu:

“O Sr. poderia ir pelo centro da cidade?”

“Não é o trajeto mais curto…” – alertei-a prontamente.

“Eu não me importo. Não estou com pressa, pois meu destino é um
asilo de velhos.”

Eu olhei pelo retrovisor. Os olhos da velhinha estavam marejados, brilhando.

“Eu não tenho mais família…” – continuou.

“Meu médico diz que tenho pouco
tempo…”

Eu, disfarçadamente, desliguei o taxímetro e perguntei:

“Qual o caminho que a Sra. deseja que eu tome?”

Nas duas horas seguintes, nós rodamos pela cidade.

Ela mostrou-me o edifício que havia, em certa ocasião, trabalhado como ascensorista. Nós passamos pelas cercanias em que ela e o marido tinham vivido como
recém-casados. 
Ela pediu-me que passasse em frente  a um depósito de móveis, que havia sido um grande salão de dança que ela freqüentara quando mocinha. De vez em quando, pedia-me para dirigir vagarosamente em frente à um edifício ou esquina. Ficava, então, com os olhos fixos na escuridão, sem dizer nada.

Quando o primeiro raio de sol surgiu no horizonte, ela disse, de
repente:

“Eu estou cansada. Vamos agora?”

Viajamos, então, em silêncio, para o endereço  que ela havia me dado.

Chegamos a um prédio baixo, lúgubre, como  uma pequena casa de
repouso.

A via de entrada passava sob um pórtico.

Dois atendentes caminharam até o táxi, assim que ele parou.

Eram muito amáveis e atentos, e observavam todos os movimentos dela.

Eles deviam estar esperando-a.

Eu abri o porta-malas do carro e levei a pequena valise para a porta.

A senhora já estava sentada em uma cadeira de rodas, quando disse:

“Quanto lhe devo?” – e já foi abrindo a bolsa para pagar.

“Nada” – respondi.

“Você tem que ganhar a vida, meu jovem…”

“Há outros passageiros” – respondi.

Quase sem pensar, eu curvei-me e dei-lhe um abraço.

Ela me envolveu comovidamente.

“Você deu a esta velhinha bons momentos de alegria.
Obrigada!”

“Eu que agradeço.” – respondi.

Apertei sua mão e caminhei no lusco-fusco da alvorada.

Atrás de mim uma porta foi fechada.

Era o som do término de uma vida.

Naquele dia não peguei mais passageiros.

Dirigi sem rumo, perdido nos meus pensamentos.

Mal podia respirar de emoção…

Fiquei pensando se a velhinha tivesse pegado um motorista
mal-educado e raivoso, ou algum que estivesse ansioso para terminar seu
turno?

E se houvesse recusado a corrida, ou tivesse buzinado uma vez e ido
embora?

Ao relembrar, não creio que eu jamais tenha feito algo mais
importante na minha vida.

A maioria das pessoas está condicionada a pensar que suas vidas giram em torno de grandes momentos. Todavia, os grandes momentos freqüentemente nos pegam desprevenidos, e ficam maravilhosamente guardados em recantos que os outros podem considerar sem importância.
As pessoas podem não lembrar exatamente o que você fez, ou o que você disse. Mas elas sempre lembrarão como você as fez sentir.

Amor, Gratidão

DANDO TUDO O QUE SE TEM

screenshot
O homem atrás do balcão olhava a rua de forma distraída. Uma garotinha se aproximou da loja e amassou o narizinho contra o vidro da vitrine. Os olhos da cor do céu brilhavam quando viu determinado objeto. Entrou na loja e pediu pra ver o colar de turquesa azul.
– É para minha irmã. Pode fazer um pacote bem bonito – Diz ela. O dono da loja olhou desconfiado para a garotinha e lhe perguntou:
– Quanto dinheiro você tem? Sem hesitar, ela tirou do bolso da saia um lenço todo amarradinho e foi desfazendo os nós.  Colocou-o sobre o balcão e, feliz, disse:
– Isso dá? Eram apenas algumas moedas que ela exibia orgulhosa.
– Sabe, quero dar esse presente para minha irmã mais velha. Desde que nossa mãe morreu, ela cuida da gente e não tem tempo para ela. È aniversário dela, e tenho certeza de que ela ficará feliz com o colar que é da cor de seus olhos. O homem foi para o interior da loja, colocou o colar em um estojo, embrulhou com um vistoso papel vermelho e fez um laço caprichado com uma fita verde.
– Tome – disse à garota.
– Leve-o com cuidado. Ela saiu feliz, saltitando pela rua abaixo. Ainda não acabara o dia quando uma linda jovem de cabelos loiros e maravilhosos olhos azuis entrou na loja. Colocou sobre o balcão o já conhecido embrulho desfeito e indagou:
– Este colar foi comprado aqui?
– Sim, senhora.
– E quanto custou?
– Ah! – exclamou o dono da loja.
– O preço de qualquer produto da minha loja é confidencial entre o vendedor e o cliente. A moça continuou:
– Mas minha irmã tinha somente algumas moedas! O colar é verdadeiro, não é? Ela não teria dinheiro para paga-lo! O homem tomou o estojo, refez o embrulho com estremo carinho, colocou a fita e o devolveu á jovem.
– Ela pagou o preço mais alto que qualquer pessoa pode pagar: ela deu tudo o que tinha. O silêncio encheu a pequena loja, e duas lágrimas rolaram pela face emocionada da jovem, enquanto suas mãos tomavam o pequeno embrulho.

A verdadeira doação significa dar-se por inteiro, sem restrições. Gratidão de quem ama não coloca limites para os gestos de ternura. Seja sempre grato; mas não espere reconhecimento de ninguém. Gratidão com amor não apenas aquece quem recebe, como reconforta que oferece.
Pense nisso…

Bíblia,

PORCOS INGRATOS

oracao

Um lavrador, cristão convicto de sua fé em Cristo, foi convidado para uma festa na cidade grande. Ao chegar ao local, ficou impressionado com a beleza dos enfeites e com a quantidade de alimentos disponíveis. Tudo parecia muito sofisticado para ele. Ao iniciar o bufê, as pessoas dirigiam-se rapidamente para o local e se serviam sem constrangimento. Serviram-se todos. À mesa, antes de iniciar a refeição, o humilde lavrador colocou as mãos postas e deu graças a Deus pelo alimento. Um casal à sua frente, tentando ridicularizá-lo, perguntou:
– Na roça ainda se faz assim antes das refeições?
Ao que o matuto respondeu:
-Bem, nem todos. No meu curral, por exemplo, quando solto as vacas para o pasto, elas saem imediatamente pastando, sem qualquer cerimônia. O mesmo acontece com os porcos e seus leitões: Quando são servidos, vão direto ao cocho.

Ter um coração agradecido e expressar essa gratidão onde estiver é, sobretudo um atitude de fé, não de tradição ou costume. Apenas os seres inteligentes têm o privilégio de ter fé. Nenhum animal irracional tem a capacidade de crer. Para nós, seres humanos, não ter fé é mais do que não ter costumes, é não ter razão.

Amor, Gratidão

A VIAGEM DE TÁXI

{BBFDD3B8-CEB7-4BCE-84A9-9D32718251BD}_CARTAO TAXI

Há vinte anos, eu ganhava a vida como motorista de táxi. 

Era uma vida ótima, própria para alguém que não desejava ter patrão. O que eu não percebi, é que aquela vida era também um ministério.

Em face de eu dirigir no turno da noite, meu táxi tornou-se, muitas vezes, um confessionário.Os passageiros embarcavam e sentavam atrás, totalmente anônimos, e contavam episódios de suas vidas: suas alegrias e suas tristezas.

Encontrei pessoas cujas vidas surpreenderam-me, enobreceram-me, fizeram-me
rir e chorar.
Mas nenhuma me tocou mais do que a de uma velhinha que eu peguei tarde da noite: era Agosto.

Eu havia recebido uma chamada de um pequeno prédio de tijolos, de quatro andares, em uma rua tranqüila de um subúrbio da cidade.

Eu imaginara  que iria pegar pessoas num fim de festa, ou alguém que  brigara com o amante, ou talvez um trabalhado indo para um turno da  madrugada de alguma fábrica da parte industrial da cidade.

Eu cheguei às 02:30 da madrugada, o prédio estava escuro, com exceção de uma única lâmpada acesa numa janela do térreo.

Nessas circunstâncias, muitos motoristas teriam buzinado duas ou três vezes, esperariam um minuto, então iriam embora. Mas eu tinha visto inúmeras pessoas pobres que dependiam de táxis, como o único meio de transporte a tal hora. A não ser que a situação fosse claramente perigosa, eu sempre ia até a porta. “Este passageiro pode ser alguém que necessita de ajuda” – eu pensei.

Assim fui até a porta e bati. “Um minuto!” – respondeu uma voz débil e idosa.

Eu ouvi alguma coisa ser arrastada pelo chão. Depois de uma pausa longa, a porta abriu-se. Uma octogenária pequenina apareceu.

Usava um vestido estampado e um chapéu bizarro que mais parecia uma
caixa com véu, daqueles usados pelas senhoras idosas nos filmes da década
de 40.
Ao seu lado havia uma pequena valise de nylon. O apartamento parecia estar desabitado há muito tempo. Toda a mobília estava coberta por lençóis.

Não havia relógios, roupas ou utensílios sobre os móveis.

Num canto jazia uma caixa com fotografias e vidros. “O Sr. poderia colocar a minha mala no carro?” – ela pediu.

Eu peguei a mala e caminhei vagarosamente para o meio-fio, e ela ficou
agradecendo minha ajuda.

“Não é nada. Eu apenas procuro tratar meus passageiros da melhor forma possível.” – disse.

“Oh!, você é um bom rapaz!” – disse ela, sorrindo.

Quando embarcamos, ela deu-me o endereço e pediu:

“O Sr. poderia ir pelo centro da cidade?”

“Não é o trajeto mais curto…” – alertei-a prontamente.

“Eu não me importo. Não estou com pressa, pois meu destino é um
asilo de velhos.”

Eu olhei pelo retrovisor.

Os olhos da velhinha estavam marejados, brilhando.

“Eu não tenho mais família…” – continuou.

“Meu médico diz que tenho pouco
tempo…”

Eu, disfarçadamente, desliguei o taxímetro e perguntei:

“Qual o caminho que a Sra. deseja que eu tome?”

Nas duas horas seguintes, nós rodamos pela cidade.

Ela mostrou-me o edifício que havia, em certa ocasião, trabalhado como ascensorista.

Nós passamos pelas cercanias em que ela e o marido tinham vivido como
recém-casados.

Ela pediu-me que passasse em frente  a um depósito de móveis, que havia sido um grande salão de dança que ela freqüentara quando mocinha.

De vez em quando, pedia-me para dirigir vagarosamente em frente à um edifício ou esquina.

Ficava, então, com os olhos fixos na escuridão, sem
dizer nada.

Quando o primeiro raio de sol surgiu no horizonte, ela disse, de
repente:

“Eu estou cansada. Vamos agora?”

Viajamos, então, em silêncio, para o endereço  que ela havia me dado.

Chegamos a um prédio baixo, lúgubre, como  uma pequena casa de
repouso.

A via de entrada passava sob um pórtico.

Dois atendentes caminharam até o táxi, assim que ele parou.

Eram muito amáveis e atentos, e observavam todos os movimentos dela.

Eles deviam estar esperando-a.

Eu abri o porta-malas do carro e levei a pequena valise para a porta.

A senhora já estava sentada em uma cadeira de rodas, quando disse:

“Quanto lhe devo?” – e já foi abrindo a bolsa para pagar.

“Nada” – respondi.

“Você tem que ganhar a vida, meu jovem…”

“Há outros passageiros” – respondi.

Quase sem pensar, eu curvei-me e dei-lhe um abraço.

Ela me envolveu comovidamente.

“Você deu a esta velhinha bons momentos de alegria.
Obrigada!”

“Eu que agradeço.” – respondi.

Apertei sua mão e caminhei no lusco-fusco da alvorada.

Atrás de mim uma porta foi fechada.

Era o som do término de uma vida.

Naquele dia não peguei mais passageiros.

Dirigi sem rumo, perdido nos meus pensamentos.

Mal podia respirar de emoção…

Fiquei pensando se a velhinha tivesse pegado um motorista
mal-educado e raivoso, ou algum que estivesse ansioso para terminar seu
turno?

E se houvesse recusado a corrida, ou tivesse buzinado uma vez e ido
embora?

Ao relembrar, não creio que eu jamais tenha feito algo mais
importante na minha vida.

A maioria das pessoas está condicionada a pensar que suas vidas giram em torno de grandes momentos. Todavia, os grandes momentos freqüentemente nos pegam desprevenidos, e ficam maravilhosamente guardados em recantos que os outros podem considerar sem importância.
As pessoas podem não lembrar exatamente o que você fez, ou o que você disse. Mas elas sempre lembrarão como você as fez sentir.

 

Pense nisso!

_____________________________Vivas_________