cicatriz

Uma Ostra que não foi ferida

ostra

“Uma ostra que não foi ferida não produz pérolas.”
Pérolas são produtos da dor; resultados da entrada de uma substância estranha ou indesejável no interior da ostra, como um parasita ou grão de areia. Na parte interna da concha é encontrada uma substância lustrosa chamada nácar.

Quando um grão de areia a penetra, ás células do nácar começam a trabalhar e cobrem o grão de areia com camadas e mais camadas, para proteger o corpo indefeso da ostra. Como resultado, uma linda pérola vai se formando. Uma ostra que não foi ferida, de modo algum produz pérolas, pois a pérola é uma ferida cicatrizada.

O mesmo pode acontecer conosco. Se você já sentiu ferido pelas palavras rudes de alguém? Já foi acusado de ter dito coisas que não disse? Suas idéias já foram rejeitadas ou mal interpretadas? Você já sofreu o duro golpe do preconceito? Já recebeu o troco da indiferença?
Então, produza uma pérola ! Cubra suas mágoas com várias camadas de AMOR.

Infelizmente, são poucas as pessoas que se interessam por esse tipo de movimento. A maioria aprende apenas a cultivar ressentimentos, mágoas, deixando as feridas abertas e alimentando-as com vários tipos de sentimentos pequenos e, portanto, não permitindo que cicatrizem.

Assim, na prática, o que vemos são muitas “Ostras Vazias”, não porque não tenham sido feridas, mas porque não souberam perdoar, compreender e transformar a dor em amor. Um sorriso, um olhar, um gesto, na maioria das vezes, vale mais do que mil palavras!

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POR QUE AS PESSOAS SOFREM ?

 

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– Vó, por que as pessoas sofrem ???

– Como é que é ???

– Por que as “pessoas grandes” vivem bravas, irritadas, sempre preocupadas com alguma coisa ???

– Bem, minha filha, muitas vezes porque elas foram ensinadas a viver assim.

(silêncio).

– Vó…

– Oi…

– Como é que as pessoas podem ser ensinadas a viver mal ??? Não consigo entender.

– É que elas não percebem que foram ensinadas a ser infelizes, e não conseguem mudar o que as torna assim. Você não está entendendo, não é, meu amor ???

– Não, Vovó.

– Você lembra da historinha do Patinho Feio ???

– Lembro.

– Então…, o Patinho se considerava feio porque era diferente de todo mundo. Isso deixava-o muito infeliz e perturbado, tão infeliz que um dia ele resolveu ir embora viver sozinho. Só que o Lago que ele procurou para nadar tinha congelado, e estava muito frio. Quando ele olhou para seu reflexo no lago, percebeu que ele era, na verdade, um maravilhoso cisne. E assim se juntou aos seus iguais e viveu feliz para sempre.

(mais silêncio)…

– O que isso tem a ver com a tristeza das pessoas ???

– Bem, quando nascemos, somos separados de nossa “natureza-cisne”. Ficamos como patinhos, tentando caber no que os outros dizem que está certo. Então passamos muito tempo tentando virar patos.

– É por isso que as pessoas grandes estão sempre irritadas ???

– Isso !!! Viu como você é esperta ???

– Então é só a gente perceber que somos cisnes que tudo dá certo ???

(engasgou)…

– O que foi, vovó ???

– Na verdade, minha filha, encontrar o nosso verdadeiro espelho não é tão fácil assim. Você lembra o que o patinho precisava fazer para se enxergar ???

– O que ???

– Ele primeiro precisava parar de tentar ser um pato. Isso significa parar de tentar ser quem a gente não é. Depois, ele aceitou ficar um tempo sozinho para se encontrar.

– Por isso ele passou muito frio, não é, vovó ???

– Passou frio e ficou sozinho no inverno.

– Por isso que o papai anda tão sozinho e bravo ???

– Como é, minha filha ???

– Meu pai está sempre bravo, sempre quieto com a música e a televisão dele. Outro dia ele estava chorando no banheiro…(emudeceu durante algum tempo). Essas crianças…

– Vó, o papai é um cisne que pensa que é um pato ???

– Todos nós somos, querida.

– Ele vai descobrir quem ele é, de verdade ???

– Vai, minha filha, vai. Mas, quando estamos no inverno, não podemos desistir, nem esperar que o espelho venha até nós. Temos que procurar ajuda até encontrarmos.

– E aí viramos cisnes ???

– Nós já somos cisnes. Apenas deixamos que o cisne venha para fora, e tenha espaço para viver.

(A menina deu um pulo da cadeira).

– Aonde você vai ???

– Vou contar para o papai, o cisne bonito que ele é.

A boa vovó apenas Sorriu !!!

 

(AUTOR: Marco Antonio Spinelli)