Gratidão, Livramento, Oração

Maravilhosa Graça

Antes de ouvir a melodia, leia:

Todo mundo, ou quase todo mundo já ouviu, pelo menos uma vez, a canção Amazing Grace (algo como Maravilhosa Graça), que é uma música tradicional britânica.
O que a maioria não sabe é que essa canção foi composta por um cidadão
britânico de nome John Newton, no século dezoito, depois de uma conversão religiosa.
Ele havia começado uma carreira na Marinha Real, mas abandonou aquilo para tornar-se traficante de escravos. Conta-se que, em uma de suas viagens, seu navio foi atingido em mar alto por uma tempestade.
Newton, então, deu-se conta de que só a Graça Divina o salvaria e orou fervorosamente a Deus.
A graça aconteceu: ele conseguiu escapar são e salvo com o seu navio. Movido por aquilo, John começou a ler o clássico cristão “A Imitação de Cristo”, de Thomas Kempis, e ainda tocado pela Luz que o havia despertado interiormente, mudou a sua vida, libertou todos os escravos que venderia e passou a ser um lutador anti-escravagista.
Compôs, então, a canção Amazing Grace , como agradecimento e um testemunho do que havia se passado com ele, em seu encontro com Deus.
É esta canção que você ouve (e vê) no vídeo anexo, que mostra uma apresentação da mesma pelos meninos do incrível grupo vocal Il Divo , interpretando essa canção emocionante em pleno Coliseu, em Roma, onde, no passado, tantas pessoas perseguidas, maltratadas e escravizadas (inclusive cristãos), encontraram um fim trágico e cruel.

Conhecendo a história, podemos apreciar ainda mais Amazing Grace e a sua interpretação única dos talentosos Il Divo …

Click aqui para assistir.

Confiar, Gratidão, Reconhecimento

Quem dobrou seu paraquedas hoje??

paraquedas_colorido

Charles Plumb era piloto de caça dos EUA e serviu na guerra do Vietnã. Depois de muitas missões de combate, seu avião foi derrubado por um míssil.
Plumb saltou de paraquedas, foi capturado e passou seis anos numa prisão norte-vietnamita.

Ao retornar aos Estados Unidos, passou a dar palestras relatando sua odisséia e o que aprendera na prisão.

Certo dia, num restaurante, foi saudado por um homem:
“Olá, você é Charles Plumb, era piloto no Vietnã e foi derrubado, não é mesmo?”

“Sim. Como sabe?”, perguntou Plumb.

“Era eu quem dobrava o seu paraquedas. Parece que funcionou bem, não é verdade?”

Plumb quase se afogou de surpresa e com muita gratidão respondeu:

“Claro que funcionou, caso contrário eu não estaria aqui hoje!!!”

Ao ficar sozinho naquela noite, Plumb não conseguia dormir, pensando e perguntando-se:
“Quantas vezes vi esse homem no porta-aviões e nunca lhe disse “bom dia”? Eu era um piloto arrogante e ele um simples marinheiro.”

Pensou também nas horas que o marinheiro passou humildemente no barco enrolando os fios de seda de vários paraquedas, tendo em suas mãos a vida de alguém que não conhecia.

Agora, Plumb inicia suas palestras perguntando à plateia:
“Quem dobrou seu paraquedas hoje?”

Todos temos alguém cujo trabalho é importante para que possamos seguir adiante. Precisamos de muitos paraquedas durante o dia: um físico, um emocional, um mental e até um espiritual.

Às vezes, nos desafios que a vida nos apresenta diariamente, perdemos de vista o que é verdadeiramente importante e as pessoas que nos salvam no momento oportuno sem que lhes tenhamos pedido.

Deixamos de saudar, de agradecer, de felicitar alguém, ou ainda simplesmente de dizer algo amável. Hoje, esta semana, este ano, cada dia, procura dar-te conta de quem prepara teu paraquedas e…
agradeça-lhe.

Ainda que não tenha nada de importante a dizer, envia esta mensagem a quem fez isso alguma vez. E manda-a também aos que não o fizeram. As pessoas ao teu redor notarão esse gesto e te retribuirão preparando teu paraquedas com esse mesmo afeto.

Todos precisamos uns dos outros, por isso, mostra-lhes sua gratidão.

Às vezes as coisas mais importantes da vida dependem apenas de ações simples.

Um telefonema
um sorriso
um agradecimento
um “Gosto de Você”
um parabéns…
ou, simplesmente,
“você é 10!”

Somos todos irmãos…
voar é preciso…
Mas amizade é NECESSÁRIA!!!

(enviado via WhatsApp  por Evandro Garla)

cicatriz, Conto, Drama, Gratidão

Cicatrizes

casa-do-lago

Num dia caloroso de verão no sul da Florida, um garoto decidiu ir
nadar no lago atrás de sua casa.
Saiu correndo pela porta traseira, se jogou na água e ficou nadando feliz.
Sua mãe desde a casa olhava pela janela, e viu com horror o que estava acontecendo.
Em seguida correu atrás de seu filho gritando o mais forte que podia.
Ouvindo a mãe, o menino se tocou, olhou e foi nadando ate ela. Porém era tarde, muito tarde.
A mãe conseguiu agarrar o menino pelos braços justo quando o animal agarrava suas pernas.
A mulher lutava determinada, com toda a força do seu coração.
O crocodilo era mais forte, mas a mãe era muito mais apaixonada e seu amor não a abandonava.
Um senhor que escutou os gritos correu para o lugar com. uma pistola e matou o crocodilo.
O menino sobreviveu e, ainda que suas pernas tenham sofrido bastante, ele pôde voltar a caminhar.
Quando saiu do trauma, um enfermeiro lhe perguntou se ele queria mostrar as cicatrizes das suas pernas.
O menino levantou o lençol e mostrou ao rapaz, então, com grande orgulho e arregaçando as mangas
ele disse:
– Mas as que você deve ver são estas.
Eram as marcas das unhas da sua mãe que haviam pressionado  com força sua pele.
– As tenho porque mamãe não me soltou e salvou minha vida.

Moral da Historia: Nos também temos cicatrizes de um passado doloroso
algumas foram causadas por nossos pecados, por pequenas ou grandes falhas,
por desobediência, porem algumas foram das unhas de Deus que nos segurou
com força para que não caíssemos nas garras do mal. Deus te abençoe sempre,
mas lembra que se alguma vez doeu tua alma,
foi porque Deus te agarrou bem forte para que não caísses.

 

Amor, Gratidão, lição de vida

TAXI

{BBFDD3B8-CEB7-4BCE-84A9-9D32718251BD}_CARTAO TAXI
Há vinte anos, eu ganhava a vida como motorista de táxi. 
Era uma vida ótima, própria para alguém que não desejava ter patrão. O que eu não percebi, é que aquela vida era também um ministério.
Em face de eu dirigir no turno da noite, meu táxi tornou-se, muitas vezes, um confessionário.Os passageiros embarcavam e sentavam atrás, totalmente anônimos, e contavam episódios de suas vidas: suas alegrias e suas tristezas.
Encontrei pessoas cujas vidas surpreenderam-me, enobreceram-me, fizeram-me
rir e chorar.
Mas nenhuma me tocou mais do que a de uma velhinha que eu peguei tarde da noite: era Agosto.
Eu havia recebido uma chamada de um pequeno prédio de tijolos, de quatro andares, em uma rua tranqüila de um subúrbio da cidade.
Eu imaginara  que iria pegar pessoas num fim de festa, ou alguém que  brigara com o amante, ou talvez um trabalhado indo para um turno da  madrugada.
Eu cheguei às 02:30 da madrugada, o prédio estava escuro, com exceção de uma única lâmpada acesa numa janela do térreo.
Nessas circunstâncias, muitos motoristas teriam buzinado duas ou três vezes, esperariam um minuto, então iriam embora. Mas eu tinha visto inúmeras pessoas pobres que dependiam de táxis, como o único meio de transporte a tal hora. A não ser que a situação fosse claramente perigosa, eu sempre ia até a porta. “Este passageiro pode ser alguém que necessita de ajuda” – eu pensei.
Assim fui até a porta e bati. “Um minuto!” – respondeu uma voz débil e idosa.
Eu ouvi alguma coisa ser arrastada pelo chão. Depois de uma pausa longa, a porta abriu-se. Uma octogenária pequenina apareceu.
Usava um vestido estampado e um chapéu bizarro que mais parecia uma
caixa com véu, daqueles usados pelas senhoras idosas nos filmes da década
de 40.
Ao seu lado havia uma pequena valise de nylon. O apartamento parecia estar desabitado há muito tempo. Toda a mobília estava coberta por lençóis.
Não havia relógios, roupas ou utensílios sobre os móveis.
Num canto jazia uma caixa com fotografias e vidros. “O Sr. poderia colocar a minha mala no carro?” – ela pediu. Eu peguei a mala e caminhei vagarosamente para o meio-fio, e ela ficou
agradecendo minha ajuda. 
“Não é nada. Eu apenas procuro tratar meus passageiros da melhor forma possível.” – disse. 

“Oh!, você é um bom rapaz!” – disse ela, sorrindo. Quando embarcamos, ela deu-me o endereço e pediu:

“O Sr. poderia ir pelo centro da cidade?”

“Não é o trajeto mais curto…” – alertei-a prontamente.

“Eu não me importo. Não estou com pressa, pois meu destino é um
asilo de velhos.”

Eu olhei pelo retrovisor. Os olhos da velhinha estavam marejados, brilhando.

“Eu não tenho mais família…” – continuou.

“Meu médico diz que tenho pouco
tempo…”

Eu, disfarçadamente, desliguei o taxímetro e perguntei:

“Qual o caminho que a Sra. deseja que eu tome?”

Nas duas horas seguintes, nós rodamos pela cidade.

Ela mostrou-me o edifício que havia, em certa ocasião, trabalhado como ascensorista. Nós passamos pelas cercanias em que ela e o marido tinham vivido como
recém-casados. 
Ela pediu-me que passasse em frente  a um depósito de móveis, que havia sido um grande salão de dança que ela freqüentara quando mocinha. De vez em quando, pedia-me para dirigir vagarosamente em frente à um edifício ou esquina. Ficava, então, com os olhos fixos na escuridão, sem dizer nada.

Quando o primeiro raio de sol surgiu no horizonte, ela disse, de
repente:

“Eu estou cansada. Vamos agora?”

Viajamos, então, em silêncio, para o endereço  que ela havia me dado.

Chegamos a um prédio baixo, lúgubre, como  uma pequena casa de
repouso.

A via de entrada passava sob um pórtico.

Dois atendentes caminharam até o táxi, assim que ele parou.

Eram muito amáveis e atentos, e observavam todos os movimentos dela.

Eles deviam estar esperando-a.

Eu abri o porta-malas do carro e levei a pequena valise para a porta.

A senhora já estava sentada em uma cadeira de rodas, quando disse:

“Quanto lhe devo?” – e já foi abrindo a bolsa para pagar.

“Nada” – respondi.

“Você tem que ganhar a vida, meu jovem…”

“Há outros passageiros” – respondi.

Quase sem pensar, eu curvei-me e dei-lhe um abraço.

Ela me envolveu comovidamente.

“Você deu a esta velhinha bons momentos de alegria.
Obrigada!”

“Eu que agradeço.” – respondi.

Apertei sua mão e caminhei no lusco-fusco da alvorada.

Atrás de mim uma porta foi fechada.

Era o som do término de uma vida.

Naquele dia não peguei mais passageiros.

Dirigi sem rumo, perdido nos meus pensamentos.

Mal podia respirar de emoção…

Fiquei pensando se a velhinha tivesse pegado um motorista
mal-educado e raivoso, ou algum que estivesse ansioso para terminar seu
turno?

E se houvesse recusado a corrida, ou tivesse buzinado uma vez e ido
embora?

Ao relembrar, não creio que eu jamais tenha feito algo mais
importante na minha vida.

A maioria das pessoas está condicionada a pensar que suas vidas giram em torno de grandes momentos. Todavia, os grandes momentos freqüentemente nos pegam desprevenidos, e ficam maravilhosamente guardados em recantos que os outros podem considerar sem importância.
As pessoas podem não lembrar exatamente o que você fez, ou o que você disse. Mas elas sempre lembrarão como você as fez sentir.

Amor, Gratidão

DANDO TUDO O QUE SE TEM

screenshot
O homem atrás do balcão olhava a rua de forma distraída. Uma garotinha se aproximou da loja e amassou o narizinho contra o vidro da vitrine. Os olhos da cor do céu brilhavam quando viu determinado objeto. Entrou na loja e pediu pra ver o colar de turquesa azul.
– É para minha irmã. Pode fazer um pacote bem bonito – Diz ela. O dono da loja olhou desconfiado para a garotinha e lhe perguntou:
– Quanto dinheiro você tem? Sem hesitar, ela tirou do bolso da saia um lenço todo amarradinho e foi desfazendo os nós.  Colocou-o sobre o balcão e, feliz, disse:
– Isso dá? Eram apenas algumas moedas que ela exibia orgulhosa.
– Sabe, quero dar esse presente para minha irmã mais velha. Desde que nossa mãe morreu, ela cuida da gente e não tem tempo para ela. È aniversário dela, e tenho certeza de que ela ficará feliz com o colar que é da cor de seus olhos. O homem foi para o interior da loja, colocou o colar em um estojo, embrulhou com um vistoso papel vermelho e fez um laço caprichado com uma fita verde.
– Tome – disse à garota.
– Leve-o com cuidado. Ela saiu feliz, saltitando pela rua abaixo. Ainda não acabara o dia quando uma linda jovem de cabelos loiros e maravilhosos olhos azuis entrou na loja. Colocou sobre o balcão o já conhecido embrulho desfeito e indagou:
– Este colar foi comprado aqui?
– Sim, senhora.
– E quanto custou?
– Ah! – exclamou o dono da loja.
– O preço de qualquer produto da minha loja é confidencial entre o vendedor e o cliente. A moça continuou:
– Mas minha irmã tinha somente algumas moedas! O colar é verdadeiro, não é? Ela não teria dinheiro para paga-lo! O homem tomou o estojo, refez o embrulho com estremo carinho, colocou a fita e o devolveu á jovem.
– Ela pagou o preço mais alto que qualquer pessoa pode pagar: ela deu tudo o que tinha. O silêncio encheu a pequena loja, e duas lágrimas rolaram pela face emocionada da jovem, enquanto suas mãos tomavam o pequeno embrulho.

A verdadeira doação significa dar-se por inteiro, sem restrições. Gratidão de quem ama não coloca limites para os gestos de ternura. Seja sempre grato; mas não espere reconhecimento de ninguém. Gratidão com amor não apenas aquece quem recebe, como reconforta que oferece.
Pense nisso…

Amor, Gratidão

A VIAGEM DE TÁXI

{BBFDD3B8-CEB7-4BCE-84A9-9D32718251BD}_CARTAO TAXI

Há vinte anos, eu ganhava a vida como motorista de táxi. 

Era uma vida ótima, própria para alguém que não desejava ter patrão. O que eu não percebi, é que aquela vida era também um ministério.

Em face de eu dirigir no turno da noite, meu táxi tornou-se, muitas vezes, um confessionário.Os passageiros embarcavam e sentavam atrás, totalmente anônimos, e contavam episódios de suas vidas: suas alegrias e suas tristezas.

Encontrei pessoas cujas vidas surpreenderam-me, enobreceram-me, fizeram-me
rir e chorar.
Mas nenhuma me tocou mais do que a de uma velhinha que eu peguei tarde da noite: era Agosto.

Eu havia recebido uma chamada de um pequeno prédio de tijolos, de quatro andares, em uma rua tranqüila de um subúrbio da cidade.

Eu imaginara  que iria pegar pessoas num fim de festa, ou alguém que  brigara com o amante, ou talvez um trabalhado indo para um turno da  madrugada de alguma fábrica da parte industrial da cidade.

Eu cheguei às 02:30 da madrugada, o prédio estava escuro, com exceção de uma única lâmpada acesa numa janela do térreo.

Nessas circunstâncias, muitos motoristas teriam buzinado duas ou três vezes, esperariam um minuto, então iriam embora. Mas eu tinha visto inúmeras pessoas pobres que dependiam de táxis, como o único meio de transporte a tal hora. A não ser que a situação fosse claramente perigosa, eu sempre ia até a porta. “Este passageiro pode ser alguém que necessita de ajuda” – eu pensei.

Assim fui até a porta e bati. “Um minuto!” – respondeu uma voz débil e idosa.

Eu ouvi alguma coisa ser arrastada pelo chão. Depois de uma pausa longa, a porta abriu-se. Uma octogenária pequenina apareceu.

Usava um vestido estampado e um chapéu bizarro que mais parecia uma
caixa com véu, daqueles usados pelas senhoras idosas nos filmes da década
de 40.
Ao seu lado havia uma pequena valise de nylon. O apartamento parecia estar desabitado há muito tempo. Toda a mobília estava coberta por lençóis.

Não havia relógios, roupas ou utensílios sobre os móveis.

Num canto jazia uma caixa com fotografias e vidros. “O Sr. poderia colocar a minha mala no carro?” – ela pediu.

Eu peguei a mala e caminhei vagarosamente para o meio-fio, e ela ficou
agradecendo minha ajuda.

“Não é nada. Eu apenas procuro tratar meus passageiros da melhor forma possível.” – disse.

“Oh!, você é um bom rapaz!” – disse ela, sorrindo.

Quando embarcamos, ela deu-me o endereço e pediu:

“O Sr. poderia ir pelo centro da cidade?”

“Não é o trajeto mais curto…” – alertei-a prontamente.

“Eu não me importo. Não estou com pressa, pois meu destino é um
asilo de velhos.”

Eu olhei pelo retrovisor.

Os olhos da velhinha estavam marejados, brilhando.

“Eu não tenho mais família…” – continuou.

“Meu médico diz que tenho pouco
tempo…”

Eu, disfarçadamente, desliguei o taxímetro e perguntei:

“Qual o caminho que a Sra. deseja que eu tome?”

Nas duas horas seguintes, nós rodamos pela cidade.

Ela mostrou-me o edifício que havia, em certa ocasião, trabalhado como ascensorista.

Nós passamos pelas cercanias em que ela e o marido tinham vivido como
recém-casados.

Ela pediu-me que passasse em frente  a um depósito de móveis, que havia sido um grande salão de dança que ela freqüentara quando mocinha.

De vez em quando, pedia-me para dirigir vagarosamente em frente à um edifício ou esquina.

Ficava, então, com os olhos fixos na escuridão, sem
dizer nada.

Quando o primeiro raio de sol surgiu no horizonte, ela disse, de
repente:

“Eu estou cansada. Vamos agora?”

Viajamos, então, em silêncio, para o endereço  que ela havia me dado.

Chegamos a um prédio baixo, lúgubre, como  uma pequena casa de
repouso.

A via de entrada passava sob um pórtico.

Dois atendentes caminharam até o táxi, assim que ele parou.

Eram muito amáveis e atentos, e observavam todos os movimentos dela.

Eles deviam estar esperando-a.

Eu abri o porta-malas do carro e levei a pequena valise para a porta.

A senhora já estava sentada em uma cadeira de rodas, quando disse:

“Quanto lhe devo?” – e já foi abrindo a bolsa para pagar.

“Nada” – respondi.

“Você tem que ganhar a vida, meu jovem…”

“Há outros passageiros” – respondi.

Quase sem pensar, eu curvei-me e dei-lhe um abraço.

Ela me envolveu comovidamente.

“Você deu a esta velhinha bons momentos de alegria.
Obrigada!”

“Eu que agradeço.” – respondi.

Apertei sua mão e caminhei no lusco-fusco da alvorada.

Atrás de mim uma porta foi fechada.

Era o som do término de uma vida.

Naquele dia não peguei mais passageiros.

Dirigi sem rumo, perdido nos meus pensamentos.

Mal podia respirar de emoção…

Fiquei pensando se a velhinha tivesse pegado um motorista
mal-educado e raivoso, ou algum que estivesse ansioso para terminar seu
turno?

E se houvesse recusado a corrida, ou tivesse buzinado uma vez e ido
embora?

Ao relembrar, não creio que eu jamais tenha feito algo mais
importante na minha vida.

A maioria das pessoas está condicionada a pensar que suas vidas giram em torno de grandes momentos. Todavia, os grandes momentos freqüentemente nos pegam desprevenidos, e ficam maravilhosamente guardados em recantos que os outros podem considerar sem importância.
As pessoas podem não lembrar exatamente o que você fez, ou o que você disse. Mas elas sempre lembrarão como você as fez sentir.

 

Pense nisso!

_____________________________Vivas_________