coragem, engano, mentira

O GORILA E O LEÃO

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Um homem estava desempregado. Um dia, aceitou trabalhar num circo, fazendo o papel de gorila. Usando uma fantasia de King Kong, teria que fazer gestos, trejeitos, virar cambalhotas, coçar-se, enfim, fazer tudo o que faz um gorila de verdade. Treinou bastante, fazendo acrobacia e saltando, inclusive, por cima da jaula do leão. No ensaio, tudo saiu muito bem. – “Vai ser um sucesso” – pensou.

Chegou a hora do show. O circo estava lotado. Luzes, assobios, aplausos… Nosso amigo, o gorila de mentira, entrou em cena. Tal como nos ensaios, rodopiou no ar pra lá e pra cá. A certa altura, porém, cometeu um pequeno erro de cálculo ao saltar sobre a jaula do leão e… Caiu lá dentro! Cara a cara com o rei dos animais, começou a gritar histérico e tomado de pânico:

— Socorro, socorro!!!

A multidão ficou de pé e de olhos arregalados, fez completo silêncio.

O leão veio se aproximando de mansinho…

— Socorro, socorro!!! — Gritava o gorila desesperado, já esperando o pior. O leão veio chegando, chegando e cochichou enérgico para o gorila:

— Cale essa boca, seu bobalhão, senão nós dois vamos perder o emprego.
É impossível fingir o tempo inteiro. Não conseguimos por muito tempo exibir do lado de fora o que não somos do lado de dentro. Sempre chegará a hora do confronto com o leão, e aí…
“Pois nada há encoberto que não haja de ser manifesto, e nada se faz para ficar oculto, mas para ser descoberto.” (Marcos 4:22)

engano

A PIOR POBREZA

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Um sábio estava sentado ao alto de uma montanha, em calma contemplação, quando foi importunado por um mendigo da aldeia.
– Onde está a pedra? – perguntou o mendigo. Preciso da pedra preciosa!
O sábio levantou os olhos na sua direção e disse, sorrindo:
– Que pedra procura?
– Tive um sonho – continuou o mendigo, mal se acalmando para falar – e nesse sonho, uma voz disse-me que se eu viesse à montanha, encontraria um homem que me daria uma pedra preciosa que me salvaria da pobreza para sempre!
O sábio olhou pensativo, depois alcançou sua bolsa e retirou dela um grande diamante!
– Será esta a pedra? – perguntou gentilmente – encontrei-a pelo caminho. Se quiser, pode ficar com ela. Eu não tenho utilidade para ela. Mas ela não o salvará da pobreza.
O mendigo nem podia acreditar na sua sorte. Arrancou a pedra das mãos do sábio e correu de volta para a aldeia, antes que ele mudasse de ideia.
Um ano mais tarde, o mendigo, já vestido com roupas de homem rico, regressou à montanha à procura do sábio, e o encontrou novamente meditando e contemplando o horizonte.
– Está de volta, meu amigo! – disse o sábio. O que aconteceu?
O mendigo respondeu:
– Aconteceram-me muitas coisas maravilhosas por causa da pedra que tão graciosamente me ofereceu. Tornei-me rico, acumulei dinheiro, casei com uma linda mulher e tenho uma enorme e bela casa. Posso dar emprego aos outros e fazer o que eu quiser, quando eu quiser. Posso comprar tudo o que você imaginar.
– Então, por que regressou? – perguntou o sábio.
– É que me sinto rico por fora, mas continuo pobre por dentro. Por favor, peço que me ensine tudo o que há DENTRO de você que lhe permitiu oferecer-me aquele diamante de maneira tão generosa.
A felicidade não está nos bens materiais. A pior pobreza é a de espírito.

engano, Mensagem

“A ARVORE QUE O SÁBIO VÊ NÃO É A MESMA QUE O TOLO VÊ” (William Blake)

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Ver é muito complicado. Isso é estranho porque os olhos, de todos os órgãos dos sentidos, são os de mais fácil compreensão científica. A sua física é idêntica à física óptica de uma máquina fotográfica: o objeto do lado de fora aparece refletido do lado de dentro. Mas existe algo na visão que não pertence à física.

William Blake sabia disso e afirmou: “A árvore que o sábio vê não é a mesma árvore que o tolo vê”. Sei disso por experiência própria. Quando vejo os ipês floridos, sinto-me como Moisés diante da sarça ardente: ali está uma epifania do sagrado. Mas uma mulher que vivia perto da minha casa decretou a morte de um ipê que florescia à frente de sua casa porque ele sujava o chão, dava muito trabalho para a sua vassoura. Seus olhos não viam a beleza. Só viam o lixo.

Rubem Alves
colunista da Folha de S.Paulo

engano

LENÇÓIS SUJOS

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Um casal, recém-casado, mudou-se para um bairro muito tranqüilo.

Na primeira manhã que passavam na casa, enquanto tomavam café, a mulher reparou atráves da janela em uma vizinha que pendurava lençóis no varal e comentou com o marido:

– Que lençóis sujos ela está pendurando no varal!

– Está precisando de um sabão novo.
Se eu tivesse intimidade perguntaria se ela quer que eu a ensine a lavar as roupas!

O marido observou calado.

Alguns dias depois, novamente, durante o café da manhã, a vizinha pendurava lençóis no varal e a mulher comentou com o marido:

– Nossa vizinha continua pendurando os lençóis sujos!
Se eu tivesse intimidade perguntaria se ela quer que eu a ensine a lavar as roupas!

E assim, a cada dois ou três dias, a mulher repetia seu discurso, enquanto a vizinha pendurava suas roupas no varal.

Passado um tempo a mulher se surpreendeu ao ver os lençóis muito brancos sendo estendidos, e empolgada foi dizer ao marido:

– Veja, ela aprendeu a lavar as roupas, Será que outra vizinha ensinou??? Porque eu não fiz nada.

O marido calmamente respondeu:

– Não, hoje eu levantei mais cedo e lavei os vidros da nossa janela!

E assim é.

Tudo depende da janela, através da qual observamos os fatos.

Os olhos… dizem que são as janelas da alma e eu diria mais, diria que são também as vitrines do coração.

engano

SHOPPING CENTER DE MARIDOS

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Havia um “Shopping Center de Maridos”, onde as mulheres podiam escolher o seu marido entre várias opções de homens. O shopping tinha cinco andares, sendo que as qualidades dos homens cresciam nos andares mais altos. A única regra era que uma vez em um andar, não se poderia mais descer – deveria escolher um homem do andar, subir ao próximo ou ir embora. Uma dupla de amigas foi até o shopping.

1º ANDAR – Um aviso na porta dizia:

1-os homens deste andar trabalham e
2-gostam de crianças.

Uma das amigas disse para a outra: “Bem, é melhor do que ser desempregado ou não gostar de crianças, mas como serão os homens do próximo andar?”. Então elas subiram as escadas.

2º ANDAR

1-Os homens deste andar trabalham,
2-têm excelentes salários,
3-gostam de crianças e
4-são muito bonitos.

“Viu só?” – diz uma delas – “Como serão então os homens do próximo andar?” Então elas subiram as escadas.

3º ANDAR

1-os homens deste andar trabalham,
2-têm excelentes salários,
3-gostam de crianças,
4-são muito bonitos e
5-ajudam no serviço doméstico.

“NOSSA!” – diz a mulher – “Muito tentador, mas como serão os homens do próximo andar?” Então elas subiram as escadas.

4º ANDAR

1-os homens deste andar trabalham,
2-têm excelentes salários,
3-gostam de crianças,
4-são muito bonitos,
5-ajudam no serviço doméstico e
6-são ótimos amantes.

“Meu Deus…pense! O que será que nos aguarda no quinto andar!!!”

Então elas subiram até o quinto andar.

5º ANDAR – A placa na porta do andar vazio dizia: “Esse andar serve somente para provar que é impossível satisfazer as mulheres. Por favor siga até a saída e tenha um bom dia”.

engano

NÃO JULGUE PARA NÃO SER JULGADO

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Vou explicar melhor pra você poder entender:

Certa vez, na cidade de Maraú, um padeiro foi ao delegado e deu queixas do vendedor de queijos que segundo ele estava roubando, pois vendia 800 gramas de queijo e dizia estar vendendo 1 kilo.

O delegado pegou o queijo de 1 kilo e constatou que só pesava 800 gramas e mandou então prender o vendedor de queijos sob a acusação de estar fraudando a balança.

O vendedor de queijos ao ser notificado da acusação, confessou ao delegado que não tinha peso em casa e por isso, todos os dias comprava dois pães de meio kilo cada, colocava os pães em um prato da balança e o queijo em outro e quando o fiel da balança se equilibrava ele então sabia que tinha um kilo de queijo.

o delegado para tirar a prova mandou comprar dois pães na padaria do acusador e pode constatar que dois pães de meio kilo se equivaliam ao “um kilo de queijo”. concluiu o delegado que quem estava fraudando a balança era o mesmo que estava acusando o vendedor de queijos.

Nós somos um pouco assim e muitas vezes acusamos os outros de nossos próprios vícios.

engano

BALÃO PRETO

 

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Era uma vez um velho homem que vendia balões numa festa.
Claro que o homem era um bom vendedor, pois deixou um balão vermelho soltar-se e elevar-se nos ares,
atraindo, desse modo, uma multidão de jovens compradores
Estava ali perto um menino negro. Que estava observando o vendedor e, é claro apreciando os balões,
depois de ter soltado o balão vermelho, o homem soltou um azul, depois um amarelo e finalmente um branco.
Todos foram subindo até sumirem de vista. O menino, de olhar atento, seguia a cada um.
Ficava imaginando mil coisas…
Uma coisa o aborrecia, o homem não soltava o balão preto.
Então aproximou-se do vendedor e lhe perguntou:
– Moço, se o senhor soltasse o balão preto, ele subiria tanto quanto os outros?
O vendedor de balões sorriu compreensivamente para o menino, arrebentou a linha que prendia o balão preto e enquanto ele se elevava nos ares disse:
– Não é a cor, filho é o que está dentro dele que o faz subir.

A diferença da nossa vida não está na aparência e sim no conteúdo.

—PENSE NISSO—

engano, Fábula

BURROS 2

 

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Um velho fazendeiro chamou seus dois burros para transportar duas cargas importantes. 
– Tenho aqui um saco de sal e cinco sacos de esponjas para serem levados até a cidade. Cada um deve pegar uma das cargas e pôr-se a caminho.
O primeiro burro, que se considerava o mais esperto, logo apoderou-se da carga de esponjas dizendo: – Eu levo esta carga que é cinco vezes maior que a outra. 
O segundo burro pegou a carga de sal que lhe sobrara e foi estrada a fora amaldiçoando seu companheiro cuja carga era infinitamente mais leve. 
Depois de muito caminharem chegaram às margens de um rio que deveriam atravessar. Entraram na água e ao saírem na outra margem do rio o sal havia derretido, mas as esponjas ficaram encharcadas e extremamente pesadas.

Moral da história: Muitas pessoas, que se consideram espertas, acabam sendo vítimas de suas próprias artimanhas.

 

Do livro: Fábulas – Monteiro Lobato – Editora Brasiliense

engano

JOGA FORA

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O célebre e contraditório personagem sufi Mulla Nasrudin visitou a Índia.
Chegou a Calcutá e começou a passear por uma de suas movimentadas ruas.
De repente viu um homem que estava vendendo o que Nasrudin acreditou que
eram doces, ainda que na realidade fossem chiles apimentados. Nasrudin era
muito guloso e comprou uma grande quantidade dos supostos doces, dispondo-se
a dar-se um grande banquete. Estava muito contente, se sentou em um parque
e começou a comer chiles a dentadas. Logo que mordeu o primeiro dos chiles
sentiu fogo no paladar. Eram tão apimentados aqueles “doces” que ficou com a
ponta do nariz vermelha e começou a soltar lágrimas até os pés. Não obstante,
Nasrudin continuava levando os chiles à boca sem parar. Espirrava, chorava, fazia
caretas de mal estar, mas seguia devorando os chiles. Assombrado, um passante se
aproximou e disse-lhe: – Amigo, não sabe que os chiles só se comem em pequenas
quantidades? Quase sem poder falar, Nasrudin comentou: – Bom homem, creia-me,
eu pensava que estava comprando doces. Mas Nasrudin seguia comendo chiles.
O passante disse: – Bom, está bem, mas agora já sabes que não são doces.
Por que segues comendo-os? Entre tosses e soluços, Nasrudin disse:
– Já que investi neles meu dinheiro, não vou jogá-los fora. O Grande Mestre disse:
– Não sejas como Nasrudin. 
Toma o melhor para tua evolução interior e joga fora o
desnecessário ou pernicioso,
mesmo que tenhas investido muito dinheiro ou tempo neles.

“Entrementes, Zaqueu se levantou e disse ao Senhor: Senhor, resolvo dar aos pobres
a metade dos meus bens; e, se nalguma coisa tenho defraudado alguém, restituo quatro
vezes mais. Então, Jesus lhe disse: Hoje, houve salvação nesta casa, pois que também
este é filho de Abraão. Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido.”

Lucas 19.8-10

engano, Exemplo, Humor

MARCAS DE BATOM

 

 

Batom espelho

Numa escola pública estava ocorrendo uma situação inusitada: uma turma de meninas de 12 anos, que usava batom, todos os dias removia o excesso beijando o espelho do banheiro.

O diretor andava bastante aborrecido porque o zelador tinha um trabalho enorme para limpar o espelho ao final do dia. Mas, como sempre, na tarde seguinte, lá estavam as mesmas marcas de batom.

Chegou a chamar a atenção delas por quase 2 meses, e nada mudou, todos os dias acontecia a mesma coisa….

Um dia o diretor juntou o bando de meninas e o zelador no banheiro, explicou pacientemente que era muito complicado limpar o espelho com todas aquelas marcas que elas faziam.

Depois de uma hora falando,e elas com cara de deboche, o diretor pediu ao zelador “para demonstrar a dificuldade do trabalho”.

O zelador imediatamente pegou um pano, molhou no vaso sanitário e passou no espelho.

Nunca mais apareceram marcas no espelho!