Drama

MUITOS CEGOS

b3cacd61dbcdf12bbe17cb2059ebfba2

Uma senhora idosa, num canto da rua, confusa e hesitante na tentativa de fazer a travessia diante de um tráfego intenso.
Temerosa, ela não conseguia sair do lugar.
Finalmente apareceu um cavalheiro que, tocando-a, perguntou se poderia atravessar a rua com ela.
Alegre e muito agradecida, a senhora tomou seu braço e juntos partiram em direção ao lado oposto.
Foi então que ela começou a ficar mais apavorada ao ver que o cavalheiro ziguezagueava pelo meio da rua enquanto buzinas soavam e freios eram acionados com motoristas dizendo palavras ofensivas.
Quando finalmente chegaram ao outro lado, ela, furiosa, lhe disse:

– “Você quase nos matou. Você caminha como se fosse cego!”

– “Mas eu sou. Foi por isso que lhe perguntei se poderia atravessar junto com a senhora.”

Em muitas ocasiões nos encontramos aflitos e temerosos diante de situações difíceis e, aparentemente, sem solução.
Ficamos fragilizados e hesitantes e, quando aparece alguém propondo uma saída, logo abraçamos a nova possibilidade sem o cuidado de verificar se estamos trilhando terra firme ou nos dirigindo a um precipício.

Drama, Fábula, leoes

LÁ VEM O LEÃO…

 

145

Estavam no meio da mata um americano e um japonês. De repente, ouviu-se o rugido de um leão. Os dois homens se olharam. Imaginem o que devem ter pensado. O japonês sentou-se num toco de árvore, retirou a pesada bota que estava utilizando e colocou um tênis muito mais leve e macio. O americano, desesperado, reclamou:

– Japonês, temos que pensar em algo; o leão vai nos devorar. Será que você acha que com esse tênis vai correr mais que o leão?

– Não seja tolo – disse o japonês. – Basta que eu corra mais que você

Amizade, Amor, Drama

FÁBULA DOS PORCOS-ESPINHOS

Untitled-1

Durante a era glacial, muitos animais morriam por causa do frio.  Os porcos-espinhos, percebendo a situação, resolveram se juntar em grupos, assim se agasalhavam e se protegiam mutuamente, mas os espinhos de cada um feriam os companheiros mais próximos, justamente os que ofereciam mais calor.   Por isso decidiram se afastar uns dos outros e voltaram a morrer congelados,  então precisavam fazer uma escolha: ou desapareceriam da Terra ou aceitavam os espinhos dos companheiros. Com sabedoria, decidiram voltar a ficar juntos. Aprenderam assim a conviver com as pequenas feridas que a relação muito próxima podia causar, já que o mais importante era o calor do outro. E assim sobreviveram. .. Estou pensando…: O melhor relacionamento não é aquele que une pessoas perfeitas, mas aquele onde cada um aprende a conviver com os defeitos do outro e consegue admirar suas qualidades…

Drama, Exemplo, mae

A FITA ROSA

FITA ROSA

Um homem atraente, de meia idade, entrou em um bar e se sentou. Antes de fazer o pedido não deixou de perceber que um grupo de homens mais jovens que bebiam em uma mesa perto da sua, riam dele.  Somente quando se lembrou da pequena fita rosa que levava na lapela de seu blazer foi que se deu conta que se tratava de uma gozação.

O homem não deu maior importância, mas os insistentes risos na mesa vizinha começaram a incomodá-lo. Olhou a um dos homens diretamente nos olhos, levou o dedo até a lapela e apontou a fita: “Isto?” Com este gesto todos os homens da mesa riram abertamente.

O homem ao qual dirigiu o olhar lhe disse: “Desculpe amigo, mas estavamos comentando como está bonito com esta fitinha rosa no blazer azul”.

Com toda calma, o homem fez um gesto para o gozador convidando-o a se aproximar e sentar com ele à sua mesa. Ainda que estivesse bastante incomodado o homem mais jovem se aproximou e sentou-se. O homem mais velho com uma voz muito calma lhe disse: – “Uso esta fita para chamar atenção sobre o câncer da mama”.

“Eu uso em honra à minha mãe”.
– ”Sinto muito, amigo, Ela morreu de câncer da mama? “.
– “Não. Ela está sadia e muito bem. Mas seus seios me alimentaram quando eu era um bebê e foram abrigo quando tive medo ou me senti só em minha infância. Estou muito agradecido aos seios de minha mãe e por sua saúde”.
–   “Entendo”, respondeu o outro,
não muito convencido.

“Também uso esta fita para honrar à minha mulher”, continuou dizendo o homem.
– ”E ela também está bem?”
– “Claro que sim. Seus seios foram fonte de amor…
Com eles alimentou a nossa bela filha de 23 anos. Estou muito grato pelos seios de minha mulher e por sua saúde”.

– ”Já sei. Suponho que também usa a fita para honrar a sua filha”.

“Não. É muito tarde  para isto. Minha filha morreu de câncer da mama  faz um mês. Ela pensou que era muito jovem para ter câncer, assim quando acidentalmente notou uma pequena protuberância, a ignorou. Ela pensou que, como não a incomodava, nem doía, não havia com que se preocupar”.

Comovido e envergonhado o estranho disse : ”Sinto muito, senhor.”
– “Portanto, também em memória de minha filha uso esta fitinha com muito orgulho. Isto me dá oportunidade de falar com os outros. Quando voltar para a sua casa fale com a sua esposa, suas filhas, sua mãe, suas irmãs, suas amigas. Tome…”, o homem buscou no bolso e entregou ao outro uma pequena fita rosa. Ele a pegou, olhou-a, lentamente levantou a cabeça e lhe disse:

– Poderia me ajudar a colocá-la?

Essa merece que você repasse…