Amor, Deus, Drama

“Meus filhos escorregaram de minhas mãos”

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Quando um barco lotado de refugiados, a 500 metros da praia, começou a afundar, Abdullah Kurdi tentou salvar a sua família mas, segundo as suas próprias palavras, “meus filhos escorregaram de minhas mãos”. Posso imaginar, com o coração de pai e de avô, o desespero de Abdullah. Mais tarde, o corpo de um dos seus filhos, o pequeno Aylan Kurdi, de apenas três anos, foi achado morto na praia. Uma foto que chocou o mundo.

E foi pensando nisso que entendi: estamos todos no mesmo barco de Abdullah Kurdi. Um barco açoitado por ondas bravias e ventos impetuosos, lotados de pais desesperados, tentando salvar seus filhos das drogas, da gravidez na adolescência, do alcoolismo, da mentira, da violência urbana, das más companhias e da perdição eterna.

Olhamos para a foto de Aylan, morto na praia, e nos emocionamos ao pensarmos na hipótese de, se no lugar dele, estivesse um filho, neto ou sobrinho. A dor é tão grande que nos esquecemos que, pior, incomparavelmente pior, é a morte eterna. Nossos filhos não podem escorregar das nossas mãos. “Não geramos filhos para povoar o inferno”. Eles foram entregues a nós pelo Senhor e nós iremos entregá-los de volta ao Pai (Nosso).

Quando os filhos começam a escorregar das nossas mãos?

1) Quando não oramos por eles e com eles.

2) Quando nossas atitudes negam as nossas palavras.

3) Quando permitimos que eles desobedeçam a Deus, de forma sistemática, dentro das nossas casas.

4) Quando não colocamos limites para suas ações e palavras.

5) Quando confundimos fidelidade com cumplicidade.

6) Quando existem tios demais e pais de menos.

7) Quando terceirizamos para a igreja o ensino bíblico.

8) Quando não temos tempo para ouvi-los.

9) Quando qualquer desculpa é aceita para que eles se ausentem da igreja.

10) Quando ensinamos nossos filhos a decidirem por dinheiro.

Onde estava Deus quando Aylan caiu no mar? Ele está onde sempre esteve. Antes mesmo do soldado carregar seu corpo frio na praia turca, o Senhor já o havia levado no colo para casa.

Onde está Deus agora, quando o barco da nossa casa está açoitado por ventos e ondas tão ameaçadoras, e nossos filhos estão escorregando das nossas mãos, prestes a caírem no mar? Ele está onde sempre esteve, pronto para vir ao nosso encontro, andando por cima das ondas, enfrentando ventos impetuosos e dizendo : “… não tenham medo, coragem … sou Eu … ” Marcos 6:50

(Pr. Marcelo Gualberto)

Deus, Drama, Motivacional

O ENSINAMENTO DO FERREIRO

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Um ferreiro, depois de uma longa juventude cheia de excessos, decidiu entregar sua vida a Deus. Durante muitos anos trabalhou com afinco, praticou o bem, mas, apesar de toda a sua dedicação, nada parecia dar certo em sua vida.

Muito pelo contrário: seus problemas e dúvidas acumulavam-se cada vez mais. Uma bela tarde, um amigo que o visitava – e que se compadecia de sua difícil situação – comentou:

— É realmente muito estranho que, justamente depois que você resolveu se tornar um homem bom, sua vida começou a piorar. Eu não desejo enfraquecer sua fé, mas, apesar de toda sua crença em Deus, nada tem melhorado.

O ferreiro não respondeu imediatamente. Ele já havia pensado nisso muitas vezes, sem entender o que acontecia em sua vida. Entretanto, como não queria deixar o amigo sem resposta, começou a falar e acabou encontrando a explicação que procurava. Eis o que disse o ferreiro:

— Eu recebo nesta oficina o aço ainda não trabalhado e é preciso transformá-lo em espadas. Você sabe como isso é feito? Primeiro, eu aqueço a chapa de aço num calor infernal, até que ela fique vermelha. Em seguida, sem qualquer piedade, pego o martelo mais pesado e aplico vários golpes, até que a peça adquira a forma desejada. Logo ela é mergulhada num balde de água fria, e a oficina inteira se enche com o barulho do vapor, enquanto a peça estala e grita por causa da súbita mudança de temperatura. Tenho de repetir este processo até conseguir a espada perfeita – uma vez apenas não é suficiente.

O ferreiro fez longa pausa e continuou:

— As vezes, o aço que chega às minhas mãos não consegue aguentar esse tratamento. O calor, as marteladas e a água fria terminam por enchê-lo de rachaduras. E eu sei que jamais se transformará numa boa lâmina de espada. Então, eu simplesmente o coloco no monte de ferro velho que você viu na entrada da minha ferraria.

Mais uma pausa, e o ferreiro concluiu:

— Sei que Deus está me colocando no fogo das aflições. Tenho aceitado as marteladas que a vida dá e, às vezes, sinto-me tão frio e insensível como a água que faz sofrer o aço. Mas a única coisa repito pra mim mesmo é:

– não desista até que consiga tomar a forma que Deus espera de mim. Tente da maneira que achar melhor, pelo tempo que quiser, mas jamais vou me colocar no monte de ferro velho das almas.

Deus

DEUS É BOM

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Há muito tempo, num reino distante, havia um rei que não acreditava na bondade de Deus. Tinha, porém, um súdito que sempre o lembrava dessa verdade. Em todas situações dizia:

— Meu rei, não desanime, porque Deus é bom!

Um dia, o rei saiu para caçar juntamente com seu súdito e uma fera da floresta atacou o rei. O súdito conseguiu matar o animal, porém não evitou que Sua Majestade perdesse o dedo mínimo da mão direita. O rei, furioso pelo que havia acontecido e sem mostrar agradecimento por ter sua vida a salvo pelos esforços de seu servo, perguntou-lhe:

— E agora, o que você me diz? Deus é bom? Se Deus fosse bom eu não teria sido atacado e não teria perdido o meu dedo.

O servo respondeu:

— Meu rei, apesar de todas essas coisas, somente posso dizer-lhe que Deus é bom, e que mesmo isso – perder um dedo – é para seu bem!

O rei, indignado com a resposta do súdito, mandou prendê-lo na sela mais escura e mais fétida do calabouço. Após algum tempo, o rei saiu novamente para caçar e aconteceu que ele foi atacado, desta vez, por índios que viviam na selva. Esses índios eram temidos por todos, pois sabia-se que faziam sacrifícios humanos para seus deuses. Mal prenderam o rei, passaram a preparar, cheios de júbilo, o ritual do sacrifício. Quando já estava tudo pronto e o rei já estava diante do altar, o sacerdote indígena, ao examinar a vítima, observou furioso:

— Esse homem não pode ser sacrificado, pois é defeituoso! Falta-lhe um dedo!

E o rei foi libertado. Ao voltar para o palácio, muito alegre e aliviado, libertou seu súdito e pediu-lhe que viesse á sua presença. Ao ver o servo, abraçou-o afetuosamente, dizendo-lhe:

— Meu caro, Deus foi realmente bom comigo! Você já deve estar sabendo que escapei da morte justamente porque não tinha um dos dedos. Mas ainda tenho em meu coração uma grande dúvida: se Deus é tão bom, por que permitiu que você fosse preso da maneira como foi, logo você que tanto O defendeu?

O servo sorriu e disse-lhe:

— Meu rei, se eu estivesse nessa caçada, certamente seria sacrificado em seu lugar, pois não me falta dedo algum!

Deus

QUEM SABE OUTRO DIA

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Contam que Deus, um dia, marcou um encontro com um homem muito religioso no alto de uma montanha sagrada.
O homem se preparou para o encontro com muito recolhimento, oração, jejum e, no dia determinado, subiu a montanha cheio de fervor.
O caminho era íngreme, a subida estava levando muito tempo, e o homem começou a ter medo de perder a hora marcada. Rogou a Deus que lhe desse forças para não chegar atrasado. Aí, viu um homem caído na beira do penhasco, machucado e pensou: “Estou atrasado, depois eu volto para socorrê-lo.”

Ao chegar no topo da montanha, esperou, esperou, e Deus nada de aparecer. Que pena! Pensou ele desolado, por que não subi mais depressa?
Desceu desanimado.

Ao passar pelo penhasco, não viu mais o homem caído, mas havia um bilhete junto à rocha, que dizia:

– Quem sabe outro dia, quando estiver menos apressado, você consiga me reconhecer!

Temos tido tempo? Ou já não O reconhecemos mais…